18.3.14

Carta ao D.

Hoje comecei o dia a ler uma história triste... mesmo muito triste.
Hoje "conheci" a Paula logo pela manhã. A Paula é a "actriz" principal da história triste que li ao nascer do dia.
Fiquei com vontade de a partilhar com o mundo. Fiquei com vergonha de mim mesma. Os olhos húmidos e o coração apertado. Porque diante de uma história assim qualquer outra história fica pequena. As atitudes parecem mesquinhas e as discussões totalmente descabidas e fora da realidade.
Por isso por favor acorda-me. Nao me deixes gritar. Não me permitas bater com a porta. Porque nas dificuldades do dia a dia temo-nos a nós e a elas. Quatro corações batendo compassadamente ao ritmo ligeiro da vida. Desta vida que nos esmaga mas onde juntos conquistaremos o nosso espaço. Espaço suficiente para nós, nem a mais, nem a menos, porque se pode também ser esmagado por haver espaço a mais... Ele simplesmente tem de ser o espaço certo para nós. E que nesta intensa caminhada não hajam gritos nem discuções. Não queremos acordar os indesejáveis, e por muito intensa que seja esta nossa caminhada, nunca o será tanto quanto a da Paula. Um bem-haja às mulheres coragem!

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