9.3.17

Minimalista

Há temas que viram moda e palavras que viram conceitos. Minimalismo é uma técnica ou doutrina que visa a simplificação. Minimalista será possivelmente aquele que a pratica.

São imensas as ideias que se criam em volta de conceitos, são inúmeros os significados que se encontra para uma mesma palavra.

Minimalismo é um recorrer a nada para se ter tudo. Porque não há nada de mais simples que a felicidade e nada é tão fácil de alcançar como ela. Se olharmos em volta com atenção, se nos abstrairmos do supérfluo, do que nos desvia, entendemos que a felicidade são pequenas coisas que muitas vezes conseguimos sem consumismo, pequenos momentos que apreciamos sem nos apercebermos mas que são esses que são lembrados quando olhamos para trás.

(...) Minimalism is a tool that can assist you in finding freedom. Freedom from fear. Freedom from worry. Freedom from overwhelm. Freedom from guilt. Freedom from depression. Freedom from the trappings of the consumer culture we’ve built our lives around. Real freedom. (...)
 (...) Minimalism is a tool to rid yourself of life’s excess in favor of focusing on what’s important—so you can find happiness, fulfillment, and freedom. (...)

The minimalists

Não passa especificamente por deitar a mobília fora, por comprar cadeiras de duas pernas ou por não ter cães que enchem a casa de pelos, nem crianças que espalham brinquedos. Passa por perceber o que é importante e manter o foco nisso. Passa por limpar do caminho tudo o que causa distração, tudo o que nos afasta do que realmente é essencial para a nossa felicidade.
Se calhar até é mesmo o contrário, é tirar móveis para ter espaço para as crianças brincarem ou deitar fora o tapete para se lidar melhor com os pelos do cão, se ter cão e crianças for realmente o mais importante, o que nos traz felicidade.

Não me considero propriamente uma minimalista mas cada vez mais faço este exercício de me centrar no que é importante para mim. Com isto vem muitas vezes a culpa e a preocupação, das quais tenho alguma dificuldade em me livrar. A culpa por não corresponder às expectativas de quem me é mais chegado, preocupação em não ferir suscetibilidades. Se na ideia do outro houvesse o pensamento benevolente de que não são ações tomadas contra ele, e sim talvez de algum "egoísmo", mas em favor do próprio.

As pessoas querem/exigem comportamentos das outras sem mesmo pensarem ou perceberem que tipo de resposta elas estão, no momento, dispostas a dar, num egoísmo frio de não respeitar vontades que vão contra a própria vontade.

Para se ser minimalista numa sociedade complexa como a nossa, ou se é herói ou marginalizado. É este percurso que eu tento seguir conscientemente, na expectativa de um dia vir a ser heroina mesmo que durante o percurso seja marginalizada.



4 comentários:

  1. Também tento, cada vez mais, praticar esse conceito mas nem sempre é fácil.

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    1. de facto não é fácil mas é algo que se aprende até que um dia faz parte de nós ;)

      Beijinhos

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  2. Estou a aprender a fazer isso, um dia de cada vez :) Lembro-me de comecar a usar a palavra no meu primeiro emprego, tinha 18 anos :)
    Bjinhosss
    https://matildeferreira.co.uk/

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    1. Tendo enveredado pelo caminho das artes, design e arquitectura, esta é uma palavra que sempre me acompanhou porém agora com outra dimensão e significado. Enquanto que antes era algo que estava lá (longe) agora é algo que está aqui (em mim).

      Beijinhos

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