5.8.16

[quase] tudo o que eu penso sobre a maternidade...


... a Fatia Mor já disse!

Já há meses que tenho, na minha [não tão extensa como gostaria] lista de posts a fazer, um texto sobre a maternidade. Às vezes falo disso por aqui, em várias situações já partilhei convosco o quanto me sinto oprimida pelas opiniões alheias e principalmente pelas opiniões dos supostos entendidos na matéria sobre como criar um filho. Muita gente opina, pouca gente acerta. Muita gente critica e pouca gente ajuda verdadeiramente.
Eu não preciso que me digam que a minha filha mais nova é um turbilhão, mas dava jeito que ficassem com ela uma hora de vez em quando para que eu pudesse simplesmente respirar, sem criticas. Eu tenho várias teorias para ela ser assim, a primeira é que ela é ela e portanto diferente da irmã... será que dá para respeitar e parar de comparar? Quando eu só tinha uma o turbilhão era essa... curioso.

Portanto, de opiniões está o mundo cheio, de braços para ajudar é que está difícil.

Quando me pedem opinião sobre a maternidade, como faço ou deixo de fazer, e que tenho isto tudo controlado (que enganadas que estão), tento simplesmente fazer o meu melhor, nada está totalmente controlado quando se trata de crianças.
Se tenho alguma receita? Não, não existe receita, não estamos a fazer um bolo.
Tenho porém certeza de que TU, recém mãe ou grávida à beira do dia D., vais ter medo, vais ter dúvidas, vais ter momentos de frustração, de loucura, de stress, de depressão, de insanidade, mas TU (e possivelmente o teu companheiro) vão encontrar a resposta às vossas dúvidas, o calmante para o vosso stress, a coragem para os vossos medos e por último o equilíbrio adequado à vossa realidade, ao vosso estilo de vida.

Haverão dias melhores, haverão dias piores e haverão dias que brilharão mais do que as estrelas. E se tudo falhar, agarrem num só abraço a vossa estrelinha, e esperem, esperem até só se lembrarem dos dias que mais brilharam.

Em jeito de resumo, reitero as dicas da Fatia Mor publicadas no seu blogue Vida às fatias.


Dica #1 - Desenvolvam uma resposta na ponta da língua.
Não percam tempo com perguntas e respostas idiotas...
Vamos fazer aqui um pequeno roleplay...
Pessoa: Então como se vai chamar o/a bebé?
Grávida: Maribel Flumentínio de Sousa e Sá
Pessoa: Huuummm... Não gosto muito do nome Flumentínio.
Grávida: Azar.

Pronto, perceberam? Deixem de estar com agrados, subterfúgios. Ninguém tem que gostar do nome que vocês escolheram para o vosso filho, mesmo que esse nome faça com que seja gozado o resto da vida na escola. Vocês é que vão pagar pela terapia, portanto... Vocês é que sabem.

Dica#2 - Suplantem sempre as expectativas.
Mais um roleplay.
Pessoa: Que linda barriguinha! É o primeiro?
Grávida: Não, é o 7º e acho que não vamos ficar por aqui.

Dica#3 - Oiçam todas as teorias.
Pessoa: Com o meu João Miguel o que resultava era tomar banho de manhã. Se fosse à noite não dormia.
Mãe: Interessante.
Pessoa: Vais seguir o meu conselho?
Mãe: Não, mas achei os sapatos naquela montra bem interessantes. Já viste o preço?

Oiçam, mas não sigam. Cada criança é única e tenho a certeza que vão descobrir sozinhos o que funciona. E se tiverem que ouvir algumas, oiçam as da vossa mãe. Para o bem ou para o mal, foram elas que vos puseram onde estão hoje. Dependendo de como resultaram, podem copiá-las ou então fazer exactamente o inverso!

Dica#4 - Recebam as visitas em casa como se fossem família.
Aproveitem a visita deles para tomar banho, pedires-lhe para estenderem uma roupinha, tomarem conta dos miúdos enquanto vão ao supermercardo, ao cabeleireiro, ou simplesmente enfiem-se na casa-de-banho por 10 minutos. Se forem amigos à séria aguentam e voltam! 

Dica#5 - Não acreditem em tudo o que lêem na internet.
Há quem tenha filhos que dormem 12 horas de seguida desde o dia em que saíram da maternidade. E criaturas que começaram a comer de faca e garfo com um ano. Ou que largaram as fraldas aos 16 meses e até hoje são do mais asseado que há. Pois há. Mas normalmente esses pequenos génios nunca nos calham a nós.
E depois há as tabelas do que uma criança deve fazer em determinada idade. E algumas até são tão fixes, que explicitam concretamente o que a criança deve fazer para estar num nível avançado!!! E quem não quer um pequeno Einstein em casa? 
Nós! Nós não queremos. Ao que parece o Einstein era problemático na escola, chumbou a física (deve ser mito mas eu reproduzo) e no fim, só em adulto, é que a coisa resultou minimamente. 
Portanto, esqueçam lá que crianças com 18 meses já têm a dentição completa...

Dica#6 - Não se culpabilizem.
Se há coisa que a nossa sociedade está a fazer de forma perfeita é criar pais com complexo de culpa. Levantou a voz? Ai minha nossa senhora dos afónicos, que má mãe. Deu salsichas ao jantar? Ai minha santa Ágata Roqueta das Dietas, que a criança vai ser obesa. Não dás apenas alimentos biológicos? Não educas de acordo com a última tendência educativa do Professor Doutor Armenildo Formosinho? Oh minha grande besta, vai já ler os livros e recomendações todas... Mesmo que não façam sentido, não se adaptem ao vosso estilo de vida...
Nada de culpas, nada de medos. A verdade é que quem somos, irá ditar em grande medida os pais que nos vamos tornar. Não podemos achar que vamos mudar do dia para a noite, quando a criança nascer. As mudanças serão graduais, os ajustamentos também. Não se culpabilizem e sejam pacientes, convosco!

 Sejam mesmo paciêntes convosco. Sigam as certezas que o vosso amor vos dá, não existe melhor conselheiro.

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