31.7.16

adeus julho...


Mais um mês que está a chega hoje ao fim. Não sei o que se passa com este ano mas tem sido frenético por estes lados. Quando penso que vai acalmar, para que possa respirar um pouco e me concentrar no futuro e nos objetivos que tenho, ou tinha, já nem sei bem, a vida dá mais uma volta de 180º, tudo o que era certo volta a ser incerto e sem data prevista para voltar a sentir o chão quieto debaixo dos pés.
Este ano tem sido demasiado intenso. Talvez o final de 2015 já fizesse prever um ano assim. Quando deixamos de ter tempo para o mais importante, quando deixamos de conseguir pensar e ter força para o que nos mantém vivos, é porque estamos realmente cansados e sós.
Para quem chegou de férias há um par de dias parece um pouco estranho falar assim, mas as férias em Portugal tiveram pouco de relaxante e com a ajuda das greves e dos imprevistos aéreos ainda tornaram a viagem menos aprazível.

Primeiro foi o casamento, depois o rescaldo do casamento, o trabalho e as férias, agora novamente o trabalho, os novos e gigantes desafios que se impõem nos próximos dois meses e a preparação da L. para a escola primária, assim como a sua mudança de escola de ballet. Um ano elétrico que me alimenta os sonhos ao mesmo tempo que me apresenta os pesadelos.

Agosto está à porta e a perspetiva é de ser um mês bastante difícil a todos os níveis, não apenas por não haver escola/creche, e tê-las comigo a tempo inteiro, mas porque muita coisa está a acontecer ao mesmo tempo sem grandes certezas de onde nos vai levar nem que grandes sacrifícios nos irá infringir. Um desgaste imenso cai-me nos ombros e eu, que gosto de ter tudo tão controlado e planeado, sinto-me a navegar sem remos, num barco à deriva sem ainda saber muito bem se este é o nosso Norte.

Que este ano vai ficar na nossa memória, isso não tenho dúvida, pelos melhores e pelos piores motivos, um ano de extremos, um teste à nossa resistência, como família, como pais e como pessoas.

Dear August, please be good to me...

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