1.3.16

Adeus Fevereiro


Foi um mês pequeno mas cheio, bem cheio, principalmente de amor. 
Este mês do amor não podia ter sido mais generoso para mim. Foi o mês do voltar atrás, de lembrar que há 7 anos tudo começou a mudar na minha vida. Foi o tempo de reencontros, de sentirmos as pessoas [as que nunca nos deixaram de amar] de maneira diferente, de forma mais madura, de aceitarmos que são diferentes de nós mas que isso não importa nada.

Desviei-me do meu chão, do meu caminho mas rápidamente me encontrei. Quando somos pais, temos de sonhar com os pés sempre colados ao chão.

O mês acaba e fica o carinho, o amor que me deixaram. Fica grudado nas paredes da casa, fica nas mudanças de planos, nas novas vontades que provocámos, nas imensas saudades que já temos.
Acabo o mês a olhar para trás, não por querer viver o que passou, mas por me querer mais parecida com quem era. Sei que a maternidade nos faz mudar radicalmente, sei que viver sózinhos num país que nunca será o nosso não ajudará a libertar aquilo que escondo em mim. Mas também sei que está em mim, só em mim, o luxo de fazer acontecer. De vencer os medos e crescer. De querer e simplesmente agir. De viver com menos pressa de querer chegar a lado nenhum.

Março começa molhado e frio. Longe de antever o início da Primavera. 
Não fiz grandes planos. Quero apenas voltar a mim, e já é tanto. Quero florir de novo.

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