4.8.14

Os minutos que parecem horas...



Quando estamos à espera de saber se a nossa vida vai mudar, se os planos imediatos vão ser alterados, se os objectivos vão ter de ser outros em outro tempo e de uma outra maneira... os minutos parecem horas e as horas parecem dias e a percepção do tempo é absolutamente enganadora e esmagadora.
Queremos correr para algum lado, seja ele qual for, queremos saber o que nos espera, queremos mais e melhor do futuro e queremos alguma estabilidade para traçar novos planos, escolher novos objectivos e trabalhar, trabalhar muito para os alcançar.
Depois o momento chega e toda a ansiedade acaba ali. Assim como acaba a ilusão e os "ses" e os "talvez" e chega a certeza de que a montanha pariu um rato e era escusado perder tempo com tantos pensamentos e suposições, afinal a mão que foi estendida era mais pequena do que a boca e tudo fica por isso mesmo. E os planos, os objectivos e o futuro mantem-se inalterável. 
Gosto da mudança, mesmo que a medo e cheia de interrogações, mas gosto de a fazer com os pés assentes na terra. Gosto que os planos mudem se tiverem de mudar. Gosto de refazer caminhos, de os ajustar a uma nova realidade mas só compensa tanta mudança e desgaste emocional se o futuro sorrir compensador. Caso contrário mantemo-nos assim, como estamos, com os mesmos planos e objectivos e continuar a tentar, não desistir nunca, porque isso também faz parte do plano.

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