4.4.14

A transformação dos dias Não...

...em dias Sim! O dia de ontem acordou carregado de incertezas e de promessas de que iria ser um dia difícil e super cansativo.

O carro ficou na garagem para mudar a correia de distribuição por isso a ida ao Consulado para levantamento dos cartões de cidadão do D. e da Clara teria de ser de transportes públicos. Lá fomos os 4 cheios de coragem para passar o dia inteiro no Consulado (como tem sido costume e tendo hora marcada).
Fomos roubados logo quando comprámos os bilhetes de comboio! Não adianta, neste país os transportes são pagos a peso de ouro o único que fica um bocadinho mais dentro da normalidade são os autocarros dentro de Londres, metro e comboio são bem pagos, não podem dizer que não têm lucros!
Setenta libras foi quanto nos custou a brincadeira, ida e volta os dois por uma distância de 50km (as miúdas ainda não pagam). Começamos bem, pensava eu cá para os meus botões.
Chegados ao Consulado certa de duas horas depois de sairmos de casa o que não é mau tendo em conta que tivemos de parar para mudar fraldas e ainda fazer uns largos metros a pé com um bebé e uma criança de 2 anos e (quase) meio. Surpresa das surpresas, consulado cheinho, sem cadeiras para sentar, e não demoramos nem uma hora para sairmos de lá para fora com os documentos na mão. Ainda há quem saiba trabalhar naquele edificio. Eu tinha chegado a pensar que eles tinham sido todos escolhidos pela falta de simpatia e competência duvidosa mas afinal não, também ali há uma excepção que confirma a regra. Fiquei feliz porque é nestas aves raras que reside a salvação de Portugal. 
Nem acreditei quando me dei conta que ainda iriamos a tempo de almoçar em casa. A Laura só começou a ficar mais chatinha na viagem de comboio para casa e a Clara portou-se lindamente. Até nos dias que parecem à partida perdidos reside uma salvação, tudo depende de como encaramos os problemas. 

Mas as surpresas boas não ficaram por aqui. O arranjo do carro ficou por menos cinquenta libras (para compensar o roubo do comboio) e o senhorio decidiu dar ouvidos ao perito das humidades que veio medir os nível da dita cá em casa e ficou escandalizado, ele e eu que sabia que a coisa estava preta (pelo as manchas das paredes) mas não tanto assim. Segunda vamos ter uma ventoinha nova, esperemos que minimize um pouco o problema e melhor a minha sinusite.

O optimismo é mesmo daquelas coisas que devemos sempre trazer connosco. Vestir mal acordamos e só o despir quando já estamos a dormir. Ele dá-nos coragem para mudar um dia, para enfrentar os problemas e para que a esperança nunca nos falhe. Depois de uma vida a ver o pessimismo do meu pai - péssimista crónico - era impossivel deixar de ser optimista. Vivi com a experiência contrária parte da minha vida e tive provas de que não resolve nada nem acrescenta nada de postivo à minha existência. Obrigada meu pai por isso.

Sem comentários:

Enviar um comentário