17.3.14

A casa

© Cris Loureiro no instagram
A casa tem um papel fundamental na minha vida. É o espaço que me acolhe e atura os meus humores. Aqui trabalho, aqui vivo, aqui reuno amigos, recebo familiares, aqui vejo um filme, leio um blogue, faço um bolo. Todas as divisões são, para mim, especiais. De há uns anos para cá tenho tentado ser bastante selectiva com o que compro para ela. Hoje em dia escolho cada objecto decorativo ou/e funcional com atenção redobrada. Descobri essencialmente o quanto o meio que me rodeia me afecta. E por isso faço para que se adapte a mim e não o contrário. Claro que nem tudo é possível fazer numa casa alugada. Não posso deitar abaixo a parede que divide a sala de estar da sala de jantar, nem retirar o papel de parede que seria dispensável em algumas divisões (felizmente não é dos piores). Mas posso controlar os objectos e mobiliário que cá entra e rodear-me de peças que tenham significado para mim ou com as quais quero partilhar a nossa vida.
Por outro lado tenho esta ansiedade de ter tudo para ontem, e se antes não conseguia evitar de comprar o mais ou menos só porque nao estava a encontrar o exactamente, hoje sou bem mais paciente e contida e isso deixa-me orgulhosa de mim mesma.

Nestes últimos dias tenho me empenhado essencialmente na minha área de trabalho. Seleccionei algumas peças de utilidade para mim mas ao mesmo tempo decorativas - como a da imagem que encomendei aqui - porque preciso de um espaço organizado e selectivo mas também inspirador. É importante sentir que o espaço está acabado e tenho pressa em o ter preparado para mim, isso é de facto uma prioridade. E se tiver de optar  entre o modulo de gavetas que me permitará ordem ou os sapatos "in" da próxima estação, eu fico, sem pestanejar, com a primeira opção.
Sim, a minha sanidade mental depende disso, do meio que me rodeia e estou mortinha por pintá-lo de branco.

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