28.2.17

adeus fevereiro


Vinte e oito dias de decisões, de estar mais perto do que quero, de amor. Assim foi o meu Fevereiro.

Em Janeiro comecei a alterar os meus hábitos alimentares, pensar antes de comer; comer o que acrescenta valor ao meu corpo; excluir, o máximo possível, alimentos pré-confeccionados; escolher, sempre que possível (numa opção natural, sem exageros), alimentos e ingredientes livres de glúten, produtos integrais, menos batata e mais batata-doce, muitos mais vegetais e leguminosas e menos de tudo o resto, fruta sempre, de todas as cores, tamanhos e feitios. Se pensarmos um bocadinho, esta é uma alimentação antiga e tradicional, as famílias menos abonadas comiam o que a terra plantava e acrescentavam, feijão, grão, etc, que fazia muitas vezes a vez da carne e peixe muito mais caros, tendo em conta o preço/quantidade. Mesmo assim, com muito menos, raramente se viam crianças desnutridas e/ou doentes. Arrisco-me portanto a dizer que esta é uma forma minimalista de se comer.

Este mês resolvi passar da alimentação à vida em geral e iniciei um processo de destralhar a vida do supérfluo. Tem sido um exercício interessante mas um autêntico desafio, até para mim que não tenho qualquer apego a coisas. O meu apego é simplesmente no sentido útil da palavra, isto é, se me estragares o computador, vou ficar fula da vida porque é a minha ferramenta de trabalho e não tenho outro nem dinheiro para outro. Se me estragares o casaco, fico chateada porque me dá imenso jeito, é quentinho e não me apetece nada comprar outro mas tenho outras opções por isso, enquanto não o substituir, não passarei frio  por causa disso. Se me estragares a tablet, paciência... de qualquer forma nem sequer a uso muito. 
Mesmo sendo uma pessoa que desvaloriza o valor material, há coisas que fico na dúvida se me hei de livrar delas ou não... numa tendência de achar que um dia vou ter tempo para aquilo ou que pode fazer jeito...
O fim-de-semana que passou foi dedicado aos quartos das miúdas, ainda não acabei totalmente e nem dei todos os brinquedos que queria por achar que seria injusto para com elas. Acredito que, quando forem 2 aninhos mais velhas, poderão fazer parte deste processo e decidirem elas o que é mais e menos importante. O certo é que, depois de dois dias de muito trabalho e de pouco convívio familiar, enfiada no piso de cima, valeu a pena pelo abraço apertado acompanhado por "I love you" sussurrado ao ouvido pela filha mais velha, por lhe ter devolvido um espaço encantado (e organizado) cheio de novos mundinhos por descobrir.

O mês acaba, mas a ideia fica, rumo a um viver muito mais minimalista. Chega de passar o tempo a arrumar tralha e inventar novos sítios para a arrumar. Chega de ter o dobro de coisas para limpar. Chega de ter coisas que não gosto, não uso e/ou não me acrescentam valor.
Divisão a divisão, desde o sótão ao jardim, quero um Verão com muito mais tempo para viver, para o que é verdadeiramente importante. Quero uma vida muito mais focada no que é essencial, no que me faz realmente feliz.

Que venha Março... vais ser minimal ♥

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3 comentários:

  1. Gosto da tua maneira de pensar, por aqui tambem eu tenho reduzido muito a batata branca, que ja nao vai para a sopa, ah e adoro batata doce :)
    O Fevereiro foi breve como sempre comecei o mes com uma gripe daquelas que durou quase duas semanas, nao pude tomar nada por ainda estar a amamentar, e esta a terminar com a visita indesejada do mr red :P E para esquecer tambem eu ando numa de destralhar e descomplicar :)
    Bjinhosss e bom Março*
    https://matildeferreira.co.uk/

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  2. Gosto muito destes pensamentos, fáceis, simples, desprovidos de valor laterial, a valorizar realmente aquilo que é mais importante. Todos nós devíamos ser assim..
    Beijinhos

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  3. De vez em quando lá em casa anda tudo num virote. É um tal de arrumar, deitar coisas fora, reciclar. Agora a próxima etapa são os quartos dos miudos. Estão a precisar de mobilias novas e em menos quantidade, por isso uma boa altura para destralhar.
    beijinho
    Marta
    https://pitinhosdamarta.blogspot.pt/

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