9.12.16

revisão e introdução


Quando decidimos que a vida tem mesmo de mudar e percebemos que o problema não é a vida e sim nós próprios, a forma como a encaramos, como enfrentamos (ou não) os problemas, como acordamos para ela... quando decidimos que quem tem de mudar somos nós e não a vida... então, aí, a vida flui.

Eu sou uma prova disso... a minha vida não é perfeita e muito menos eu, mas aprendi que tudo na minha vida depende só de mim, não adianta reclamar sem agir, não adianta fingir que um problema não existe, não adianta fugir.

Finalmente acredito que venci algumas inseguranças em relação ao que faço. Não sou propriamente uma pessoa insegura mas tenho algumas inseguranças em relação ao que produzo. Questiono-me sempre se é bom o suficiente, por exemplo. Essa insegurança acaba por minar muitos dos projectos que crio. Não sei bem se isso acontece por uma insatisfação pessoal em relação a eles ou se realmente os acho insuficientes para os outros. Talvez a resposta seja simples: se não me satisfazem a mim também não satisfazem ninguém. Nós somos o nosso principal critico e se formos honestos connosco e com o que fazemos encontramos, eventualmente, algo em que de facto acreditamos e essa mensagem passa naturalmente e intrinsecamente para fora.

Creio que o meu caminho profissional está mais ou menos alinhavado. 2016 foi absolutamente destinado a isso mesmo, descobrir-me, plantar a semente certa de uma vida que quero ter. Essa  semente começa agora a brotar. As raízes estão cimentadas, é hora de as fazer crescer. A nível profissional os medos vão sendo vencidos.

Para 2017 a aposta é também em mim. As melhores transformações fazem-se de dentro para fora. Se 2016 permitiu-me conhecer-me melhor, experimentar, descobrir novos interesses, criar para mim, escrever para mim,... 2017 vai me levar por caminhos muito mais físicos do que mentais, se bem que ambos se interligam constantemente. Está na hora de me gostar melhor. Frase estranha esta, talvez gramaticalmente incorrecta, mas que faz todo o sentido. Não é que eu não goste de mim, não tem a ver com a imagem que está no espalho, tem a ver com a vida que quero ter e com os anos que quero viver. Para o futuro que quero construir preciso de mais energia e preciso de tempo. É isso que quero conquistar em 2017 através de um estilo de vida mais saudável. Para quem adora comer e não gosta muito de fazer, para quem é imensamente gulosa e nos últimos anos fisicamente preguiçosa (no sentido de fazer desporto) - eu não era nada assim - este vai ser um ano de luta comigo mesma.

Felizmente não vou estar sozinha. Vou estar aqui rodeada de mulheres motivadoras e inspiradoras!

2 comentários:

  1. A vida será sempre feita de muitos momentos.

    ResponderEliminar
  2. Tão bom ler-te...
    E podes contar comigo para te ajudar nessa luta. Quando sentires o chão a fugir já sabes onde vir pedir uma mão.
    Beijinhos
    Marta
    https://pitinhosdamarta.blogspot.pt/

    ResponderEliminar