5.5.15

No caminho do coração


Este foi um fim-de-semana dos grandes. Ontem foi feriado e tivemos a casa cheia de crianças e mulheres. Posso dizer que quando as mulheres se juntam não sobra espaço para o vazio. As conversas fluem e quando damos por nós estamos todas a chorar. 
Isto de viver fora do nosso habitat natural é uma treta. Temos de nos re-inventar todos os dias, entender o que se passa no país onde escolhemos, e algumas vezes nem fomos nós que escolhemos, viver e irmos de encontro às suas necessidades e exigências, tendo o cuidado de não atropelar as nossas.
Fez um mês que tomei a decisão de fazer o que me apela o coração. Não podia ter decidido melhor. Foi um mês cheio de coisas boas. E quando pensas que está só a começar e ainda há tanto para cumprir e pelo qual lutar, tantas ideias para pôr em prática. Este estado de graça faz-me querer acordar para um novo e emocionante dia e não me querer deitar. Às vezes é tão fácil sermos felizes. Difícil é mesmo encontrarmo-nos.
Cada vez me convenço mais que o nosso destino está mesmo à nossa frente, mesmo diante dos nossos olhos e de tão obvio que parece fica difícil o assumirmos como nosso. Fica difícil de o vermos realmente como parte da nossa realidade.
Hoje estou certa de que por muito que um caminho nos pareça o mais longo, o mais distante dos que temos percorrido, o mais difícil e trabalhoso, só o percorrendo é que nos sentiremos completos, motivados e mais perto da felicidade. Por isso, coragem! Não ponhas de lado nenhuma possibilidade, elas vão te engrandecer e vão te mostrar o que realmente é importante para ti, para onde queres ir e de que forma lá chegar.

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