12.3.13

Antes que chegue o Outono.

Tenho profunda admiração por pessoas que hoje estão aqui e amanhã são capazes de mudar para o outro canto do globo. 
Não me assusta a mudança, muito pelo contrário, aceito-a como um desafio, uma oportunidade de começar de novo sem erros antigos, uma possibilidade de fazer melhor. 
No momento sinto-me confortável com o que tenho e onde estou. Não é de todo a vida que sonho nem onde pretendo ficar. Se é altura de mudar? Não sei...

Hoje de madrugada, quando o D. saía para o trabalho, nevava com rigor. Estava frio, tudo branco e o carro recusou-se a trabalhar. O D. trabalha a cerca de 50km de casa. Às quatro da manhã não há transportes para Londres e o taxi ficaria para cima de £50 (uns 65 Euros talvez). Esta dependência do carro para trabalhar é um tanto assustadora.  - Felizmente, há alguns meses o D. descobriu que um outro português morava para estas bandas (um pouco mais abaixo) e trabalha na mesma zona que ele. Claro que travou logo conhecimento e troca de telemóveis. Toca de ligar para para o colega, que tem mais ou menos o mesmo horário que ele, a ver se lhe daria uma boleia. Encontros e desencontros mais tarde o D. chegou ao trabalho uma hora mais tarde mas conseguiu chegar. - Tantas vezes me pergunto e se um dia dá o badagaio ao carro? É assim que chego à conclusão que não se pode depender assim de algo. Mudar para perto do trabalho? Trazer o trabalho para perto de casa? Mudar de horário de trabalho? Algo tem de mudar. Uma mudança maior ou menor, mas se for caso de mudar terá de ser nos próximos meses porque Outono é tempo de criar estabilidade para o que aí vem...

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