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30.10.17

monday mood

reluz! Reluz por dentro, por fora, pela vida, pelos teus e principalmente por ti. Ninguém consegue viver para sempre na escuridão ♥ 

Boa semana!

25.10.17

felicidade ♥ palavras [quase] perfeitas

Procuramos a felicidade nas coisas, nos outros, no que fazemos, nos sonhos que temos, no caminho que caminhamos. Procuramo-la incessantemente como se disso dependesse a nossa existência e quando achamos que a encontramos perdemo-la. Vivemos em busca deste sentido para a nossa vida numa constante luta sem muitas vezes sabermos exatamente o que buscar nem como buscar.
Achamos que a felicidade está por aí, naquele sorriso, na outra gargalhada, no carro desejado na montra do stand, no emprego que ambicionamos, na conta choruda que nos dá estabilidade, no namorado amoroso ou nos amigos preocupados.

O que muitas vezes nos falta perceber é que a felicidade está em nós, não requer procura, nem ambição, não precisa de lutas nem de esperas, precisa apenas de reconhecimento, de opção, de querer ser feliz. A felicidade está dentro de ti e de ti só sai se a ignorares. Sente-te... ♥


23.10.17

monday mood


Queremos tudo para ontem, a sociedade exige-nos, nós exigimos da vida numa tentativa estúpida de viver tudo hoje sem na verdade viver nada. Repito para mim mesma que a vida sabe o que faz. Se este não é o momento, se esta não é a hora, é porque não estou preparada, é porque há algo melhor ali à frente, é porque não é bem isto, é porque há mais e melhor...

Não se abandona sonhos por medos, não se muda caminhos por encontrar buracos ou barreiras, não se salta etapas nem se vive a correr, não é esse o nosso propósito.

A vida pede-me para dar um passo de cada vez, para encher mais vezes os pulmões de ar, para aprender a esperar e para não desistir porque aquilo que queremos tanto assim um dia chega, só não chega já, não chega agora. Todas as árvores demoram a crescer, todas as águas demoram a chegar ao mar, também todos os sonhos demoram a concretizar.

Repito para mim mesma que a vida sabe o que faz. Abrando e deixo acontecer...

Boa semana! ♥

12.10.17

ansiedade social [imperfeições alheias]

“A ansiedade social ocorre frequentemente lá atrás na infância como uma parte normal do desenvolvimento social e passa despercebida até a idade adulta.
As causas e frequência da ansiedade social variam consideravelmente, dependendo de cada pessoa.
A maioria de nós pode sentir um certo nervosismo em determinadas situações sociais, como fazer uma apresentação, sair para um encontro, ou participar de uma competição. Isso é normal e na maioria dos casos não é transtorno da ansiedade social.
O transtorno da ansiedade social é quando as interações sociais do dia a dia causam medo excessivo, autoconsciência e vergonha.
Coisas simples como comer em lugares públicos ou interagir com estranhos podem se tornar desafios consideráveis para uma pessoa que sofre de transtorno da ansiedade social.”
(em www.ansiedadepanico.com)


Por vezes necessitamos abrandar, respirar fundo três vezes e verificar o que nos deixa instáveis, cansados, desmotivados. A ansiedade é um dos diagnósticos que mais pode demorar a percepcionar sem assistência médica pois achamos que andamos apenas mais stressados que o costume ou que são pequenas fases mais atribuladas e vamos engolindo os problemas.
A questão fulcral é que mais de metade da população sofre ou virá a sofrer de ansiedade, de depressão crónica, de fobias cada vez mais irracionais e incapacitantes; a humanidade não se tem adaptado eficazmente para a crescente multiplicação de tarefas, para o crescimento desenfreado de empregos esgotantes, para a descaracterização do bem estar dos povos, para as mudanças climáticas e consequentes doenças novas…

Parece contraditório que se ganhe mais hoje, na generalidade, que se tenha melhores condições de habitação, melhores veículos de transporte, mais modernidade, mais benefícios mas que andemos mais doentes, mais desiludidos, mais amorfos e muito menos solidários; há um egoísmo que cresce à velocidade da luz, uma soberba de minorias que continuam a encurralar os desfavorecidos, os que trabalham por conta de outrem, os desfavorecidos física e intelectualmente, os agredidos pela sociedade apenas por nascerem em determinado país ou de determinado género. Terrivelmente vai uma sociedade quando os valores de paz, solidariedade, beneficência, amor são renegados e onde imperam o capitalismo, a soberba, a ganância, o desrespeito, o ódio, a ditadura de valores, escolhas ou pensamento; quando quase todos nos tornamos cordeiros que seguem cegamente crenças políticas, religiosas ou ideológicas, o mundo perde a essência do que se obteve com a evolução do homem que gerou vida atrás de vida, descobriu a ciência, a medicina, evoluiu na psicologia, na sociologia, lutou por ideais, transformou magia em realidade…

Toda esta diferença de comportamentos gera indivíduos cada dia mais ansiosos, agressivos, dissociados da realidade, gera uma população cada vez mais absorvida nos empregos esgotantes, nas escolhas frustradas, em casamentos incompatíveis, em solidões duradouras e gera gaps profundas entre pais, filhos e avós numa roda viva de experiências cada vez mais insatisfatórias e descartáveis.

Mas, retomando o tópico da ansiedade, há quem conviva durante anos com este mal-estar que é provocado maioritariamente por uma baixa auto-estima e dificuldade em se aceitar e valorizar perante os demais; estas pessoas têm dificuldade em socializar no meio de multidões, de pessoas com interesses díspares, são indivíduos sossegados e tímidos que não gostam dos holofotes do protagonismo mesmo que, entre os seus, ajam com naturalidade e à-vontade; a ansiedade provém de um crescimento mais solitário embora o afecto familiar esteja presente, pois a ansiedade não é geralmente associada a pessoas com historial afectivo negativo. A pessoa que sofre de ansiedade nervosa é funcional, não carrega os mesmos sinais de um depressivo crónico, e geralmente consegue obter resultados satisfatórios apenas com ajuda de psicoterapia e exercícios que elevem a auto-estima e geram reforço das qualidades inatas que estão apenas bloqueadas pelo cérebro ansioso. Não é fácil conviver rodeado por receios de falhanços consecutivos, ter a sensação de que todos nos observam e comentam qualquer falha, qualquer silêncio mal interpretado, não é saudável impor ao organismo as descargas de stress diário sempre que uma crise de pânico ou de choro surge sem causa aparente.
Por vezes são precisos vários anos para se entender que a questão principal não é a timidez, não é a preferência por estar sozinho no seu canto, não é a personalidade mais introvertida que desarma o cérebro e o faz rodopiar por um mar de dúvidas, de medos, de inaptidões sociais, de frustrações que mitigam os dias e castigam o futuro de quem se vê sobressaltado por fantasmas criados no cerne da inteligência, no centro do coração; o ser humano ansioso demora a amar-se, a desprender-se dos “e se…”, dos “mas porque é que eu não…” , custa-lhe respirar quando tudo parece falhar à sua volta, encolhe-se perante sonhos mais ousados e quase sempre se culpa pelas suas falhas e pelas falhas dos outros para consigo, a ansiedade rouba a paz de quem se coloca sempre em segundo plano e se crê inferior à imagem que os outros têm; uma das lutas de quem sofre de ansiedade é entender que o importante não é o que os outros possam pensar de si, que o mundo não está focado nas suas falhas e nas suas quedas e que o seu valor só depende dele mesmo; o ansioso perde-se na imagem que cria do que os outros possam pensar, ou seja, para aquele que anseia demais quase todos lhe parecem existir de dedo em riste à espera que caia, falhe ou seja incapaz de atingir um propósito.

A ansiedade pode ser esgotante, retira ao indivíduo as suas capacidades máximas de se impor perante as suas escolhas, os seus desejos, de sonhar alto e concretizar o que lhe faz feliz e não o que faz bem aos outros; o ansioso vive mais para os outros que para si, é-lhe difícil dizer não ou respeitar-se quando de si abusam, acaba numa roda de culpa por não ser capaz de se impor quando muitos se aproveitam da sua bondade, do seu coração sensível.

Em muitos casos de ansiedade há por detrás um indivíduo inteligente, criativo, bondoso, crente no lado bom da humanidade, sensível, honesto, pacificador, teimoso para com a vida e extremamente intuitivo mas que, por razões por vezes desconhecidas à primeira “vista”, se encolhe perante o espelho e se diminui perante as constantes mudanças sociais e situações onde não consegue encaixar-se; um ansioso tem dificuldade em entender porque se distanciam cada vez mais as pessoas, não lhe é fácil conviver com a arrogância e o desprezo, não se dá bem com as modas do crescente individualismo cego, não se consegue rever nos quotidianos onde a maioria se atropela, não comunica, não é solidário, agride com facilidade, desentende a diferença e critica o que foge aos ditos parâmetros globalizados.

Não quero contudo que se entenda que a “culpa” de alguém ser ansioso é da sociedade mas é de facto a sociedade que na sua dificuldade de entrosamento pode dificultar a vivência de quem ama demais, sente demais, expia demais os pecados e se despedaça na incapacidade de ser apenas mais um autómato social; talvez a ansiedade incapacite até ser curada mas dentro de um ansioso há um coração sincero que apenas gostava de conseguir colorir o mundo!
  

9.10.17

monday mood

Neste livro branco, metade escrito, metade por escrever, sem linhas, sem quadrados, sem pontos, sem desenhos; nele mora o pânico da folha branca, o não saber por onde começar, o que é certo escrever, nele mora a dúvida das palavras, qual a palavra certa, evitar o (mesmo) erro, não há borracha, nem corretor, as folhas não se rasgam, não se deitam fora ou se esquecem, ficam apenas mais ou menos gastas e amarrotadas com o passar do tempo.
Neste livro da vida, escrevemos num tempo, reescrevemos noutro, sem editar, sem o livro das soluções, é urgente ser original, não copiar pelo vizinho do lado, não usar cábulas, nem ler apontamentos, não há como conhecer a matéria toda, temos 50% de hipóteses de errar e outras tantas de acertar, uma tentativa vã de saber o problema que se segue na esperança de o resolver antes de chegar o nosso dia. Tentamos não reler as folhas riscadas por outro lado lemos vezes sem conta aquelas onde fomos bem sucedidos. E neste escrever, mais ou menos torto, da vida, encontramo-nos tantas vezes diante de uma página em branco, caneta pousada na mesa, olhos postos no vazio das folhas esperando que a escrita apareça certa, eximiamente pontuada, gramaticalmente correta e ortograficamente irrepreensível, mas a verdade é só uma, quando a vida nos dá a volta só nós conseguimos dar a volta à vida.

27.9.17

despertar ♥ palavras [quase] perfeitas

Despertamos para nos reencontrarmos com o nosso eu, numa tentativa humilde de não nos separarmos da nossa essência, aquela que nos é dada à nascença, naquele que é o tudo que somos, num grito de luta e força que nos desperta a nós, e a todos, para a vida. Somos despertados pelas nossas próprias lutas internas mas também pelas mãos que nos derrubam como peças de xadrez depois de um xeque-mate. Despertamos com dor, com a mesma dor da palmada no rabo apanhada ao primeiro respirar e, com a mesma força, berramos e aprendemos a viver (de novo) sempre num novo despertar.

25.9.17

monday mood

Não percas tempo porque não o tens, ele só é teu quando passa a passado. Não te pares nem te aprisiones em rotinas de desamor. Não te deixes vencer pelos pensamentos negativos de um futuro incerto porque mais incerto é este presente que te condena. Não te mimes com menos do que o melhor. Não te ouças queixar, silencia, está apenas na tua mão mudar.
Na vida, como em nós, existem inúmeras portas fechadas, cabe à tua coragem abri-las e descobrir o que nelas há. Quantas mais portas abrires mais viverás. Não te entregues a uma vida moribunda, a uma morte vazia e a um corpo sem histórias. O momento é agora, o momento é já! O amanhã só é teu quando já for ontem...

Boa semana! ♥

18.9.17

monday mood

Não abraces a vida que tens, escolhe antes a vida que te abraça. Observa o que te faz sorrir. Luta pelo que te enche o coração. Rodeia-te pelos que te inspiram. Não faças o que já está feito, cria. Aprende quando não sabes. Ensina quando souberes. Ninguém nasce com o destino traçado, aprende a desenhar o teu ♥

11.9.17

monday mood

O caminho que tu percorres é teu e a ti pertence e por esse mesmo motivo és tu que o tens de desenhar. Não terás dúvidas da sua direção, não hesitarás na tua caminhada. Vai fazer sol, chuva e às vezes trovoada mas no teu passo certo irás percorre-lo, abraçá-lo, vive-lo porque nele depositas a fé no destino para onde ele te irá levar ♥

Boa semana!

4.9.17

monday mood

Não importa a cor do céu, a ondulação do mar, a temperatura do ar, em ti tens a luz dos dias mais cinzentos, a ancora mais pesada, o fogo que derreterá os glaciares. Em ti tens o sol e a coragem para enfrentar o inverno agreste. Em ti tens a fé que moverá as montanhas. Em ti tens a vida e nela tens os sonhos que irás conquistar ♥

Boa semana!

7.8.17

monday mood


Ela quer uma coisa que teimas em não dar. Ela puxa-te e dificulta-te o caminho e tu levantas-te e vais na mesma direção, a oposta da vida. Mentalizaste que a decisão foi tua e essa é a única estrada a seguir. Manténs a tua posição firme, tentas convencer-te de que é o melhor para os dois, para ti e para a vida. Gastas energias num sentido que ela ignora, sabe que não será o teu, aquele que te cabe, que te encherá de alegrias mas que o medo te cega. Faz-te parar, faz-te refletir, mostra-te que não adianta lutares por algo mais fácil mas cheio de imperfeições. Encoraja-te a desistires do medo ou pelo menos a tentar olhar através dele para que entendas o que estás a perder.
Às vezes basta um passo para entrarem em sintonia. Às vezes basta uma desistência acompanhada de uma insistência para o lado oposto. Às vezes basta questionares-te porque todos os atos têm sido em vão numa tentativa de te empurrar para algo que duvidas, que é arriscado, que te angustia mas que te gera empolgação. A vida sabe, sempre soube, sempre saberá... só precisas ficar em sintonia com ela.

26.7.17

solidão ♥ palavras [quase] perfeitas

Solidão não é a falta de um grande amor, o desprezo de alguém, a companhia incerta ou a velhice a um. Solidão é uma falta de amor próprio que degrada a relação entre ti e a tua essência, que mina a companhia de te teres por perto, que te desidrata nas lágrimas que choras com pena de ti. Solidão é não teres em ti a tua melhor companhia. Solidão é evitares as conversas interiores, é não te entregares à loucura do falar sozinho, é não te mimares com o teu próprio mimo, é dares de ti aos outros aquilo que não suportas receber tu.

Solidão é um estado isento de amar a própria alma.

Faz da tua amizade o teu mais puro relacionamento. Enche-te da tua própria companhia. Ilumina-te com a tua luz própria, porque tu serás sempre mais do que suficiente. Foge à solidão porque ter-te-ás sempre a ti.

 [ post para o desafio #palavrasquaseperfeitas de Cris Loureiro blogs, participa também]

24.7.17

monday mood

um ♥ dois ♥ três
 
Das lições que recebemos da vida as mais difíceis de aprender são as que refletem as nossas incertezas e inseguranças. Criamos muralhas ao nosso respeito, ao nosso querer e ao nosso ser. Fazemos o que é suposto e adiamos o que é desejado. Somos o que é exigido e esquecemos o que na verdade somos. Lamentamos a vida que construímos e enterramos aquela com que sonhamos.

Despertar é mais do que uma simples necessidade. É o aquecer dos motores para a vida, é o acordar para ti. Quando perceberes que o objetivo da vida é manteres a tua própria identidade, entenderás finalmente que esse sim, será o teu maior desafio. É nele que deves derreter as tuas energias e por ele que deves acordar... para te amares.

20.7.17

+ que mera sobrevivência [imperfeições alheias]

Não é fácil contornar as notícias diárias que a televisão teima em mostrar sempre pelo lado negro, ouvir mais uma catástrofe, mais um acidente, mais pessoas morrendo de fome, mais um teatro de guerra destruído e mais floresta ardida, gente sem casa e outros cenários de sangue e maldição.
Não é tarefa rápida nem segura conseguir abstrair nossa mente de tanta falha humana, de tanto choro do planeta terra que se insurge contra as agressões que se acumulam na biosfera; e não é seguramente difícil deixarmo-nos desiludir, perdermos o rumo, desistirmos de ser feliz em todas as ocasiões.

Mas o que necessitamos de entender a cada hora que passa, a cada cabelo que embranquece, a cada ruga que surge, a cada pedaço de pele que envelhece é que a vida não espera pela altura em que estejamos preparados para a verdadeira mudança; a vida empurra-nos para caminhos encruzilhados com o propósito de nos abanar, de nos fazer pensar no melhor passo a dar para a descoberta mágica da simplicidade das coisas. Não é viver que é difícil mas sim dedicar-lhe alma e coração, todos sabemos sobreviver aos dias respirando e alimentando o corpo mas poucos sabem transformar tal energia em pedaços de céu estrelado e vestir o corpo de bondade, de festa.
A vida é uma passagem, uma ponte que atravessamos em direcção ao desconhecido e que tem quilómetros contados embora não os possamos visualizar; esta incógnita que pendula sobre nossas cabeças deveria ser o mote bastante para não nos aterrorizarmos com o mal, para nos mantermos sãos e em uníssono com a natureza que nos criou, para não destruirmos a casa que decidiu albergar-nos sem pedir em troca mais que cuidado e compaixão.

O acto de viver com tempo contado teria de ser a arma utilizada na construção de sonhos, na fraternidade entre povos, na compreensão de ideais diferentes; seríamos eficazes como estandarte de uma inteligência posta apenas ao serviço do sorriso, da liberdade, se não deixássemos nosso cérebro ser domado pela sede de poder materialista. Ao longo de séculos os homens corroeram-se, destituíram-se da racionalidade que os deveria distinguir dos outros animais, aprisionaram-se, maldisseram seus antecessores, destruíram ideais e dizimaram-se em troca de territórios, de dinheiros e estatutos socioeconómicos.

Mas o que hoje vos quero mesmo contar vai para além do que deveria ser viver, disso já vos escrevi aqui , vai de encontro à estória da mulher que um dia acordou, se olhou no espelho e percebeu que metade da sua vida já estava contada nas marcas do corpo, nos primeiros cabelos brancos e nas primeiras rídulas ao redor do olhar; uma mulher de ar jovial e olhar triste mas de sorriso fácil e captado com ligeireza pelos olhares atentos dos seus, uma mulher desiludida com seu passado por se ter submetido demais às vontades alheias e não ter gostado mais de si como sempre lhe aconselhara sua mãe, sábia e lutadora. Até ao dia em que o espelho lhe indicou a única arma que precisava utilizar para reverter dias difíceis, noites solitárias, convívios ensossos, a arma de ser fiel a si, de acreditar em si, de sonhar-se a si.
Sabemos que não é fácil modificar padrões de vida, que não acordamos de repente uma outra pessoa e nem o mundo desperta completamente cor-de-rosa onde todos sorriem e onde não há vislumbre de maus exemplos, más pessoas. Mas posso-vos dizer com a certeza de estar aqui que tudo o que necessitamos para mudar é de acreditar. Acreditar no nosso íntimo, escutar a nossa intuição, despertar as armas secretas com que nascemos dotados e perseguir todo e qualquer sonho por mais disparatado que possa parecer é tarefa mais simples que se julga porque é algo inato ao ser-se humano.

A proliferação dos desvios que temos visto ocorrer nas sociedades, para que o mal semeie e se multiplique, não é inevitável nem marca da génese humana mas sim apenas produto daqueles que deixaram há muito de crer, de sonhar, de ser criança de coração, de amar e de se vestir de coragem. A coragem de nos enxergarmos, de nos ouvirmos, de nos transfigurarmos em nosso melhor poder é a arma que nos livra de dissabores, de mortes precoces, de dias cinzentos, de desamores fatais; a coragem de sermos magia de outrem, de vestirmos os corpos de sorrisos e abraços e a coragem final de aceitarmos que só com fé em nós primeiro poderemos encetar pela única estrada que a vida premeia: a estrada da magia de ser humano!  

 Posso-te dar um conselho? – então fecha os olhos, inspira e expira todo e qualquer dia cansado, ouve apenas o bater do teu coração, assimila todo e qualquer sonho por realizar, visualiza-te a sorrir, engrandece a imagem que tens de ti; abre os olhos e deixa o espelho devolver-te a magia que deixaste cair ao longo dos dias mais difíceis, concentra-te em ti, abre os braços e abraça-te porque apenas contigo terás de ajustar contas.
Sentes-te melhor? – é apenas o primeiro passo para que de hoje em diante sejas como a mulher de que falei, mais crente de que não é difícil viver se o fizeres com ajuda da única arma que necessitas: a crença em Ti!

por Nádya Prazeres

17.7.17

monday mood

um ♥ dois três
Às vezes é mais difícil. Às vezes as estradas parecem nunca ter saída e as saídas parecem nunca ter fim. Às vezes os planos são inúmeras vezes falíveis e as soluções vão se esgotando. Às vezes as corridas fazem-se descalços, as distâncias alongam-se e o cansaço vence mas também, às vezes, descobrimos que não corremos sozinhos e que em jeito de estafetas as distâncias encurtam e as metas alcançam-se com menos dor.

13.7.17

lista da felicidade

Já faz mais de um ano que estou a ler o mesmo livro. Na mesa-de-cabeceira, a capa de Um Verão em Veneza de Nicky Pellegrino, já faz parte da decoração. Não sei exatamente quando me perdi da leitura, continuo a ler bastante, notícias de português duvidoso, alguns livros mais técnicos, tutoriais, blogues e textos online que me vão passando pelos olhos. Nada, mesmo nada, substitui um romance em papel com cheiro de vidas contadas com imaginação. Vou tentando não perder o fio à meada de cada vez que as horas do dia me deixam abri-lo e absorvê-lo. 
Este livro inspirou o desafio que este mês decorre no grupo vidas [quase] perfeitas. É tão difícil sabermos o que nos faz realmente felizes depois de nos perdermos a criar a felicidade dos outros. É difícil voltarmos a nós e lembrarmos o que um dia nos fez sorrir, e será que ainda nos fará sorrir? Tomar consciência do que fazemos verdadeiramente com o coração e não por outra razão qualquer. 

Tem sido difícil para mim, reunir numa folha de papel, aquilo que me traz verdadeira felicidade. Tem-se demonstrado um exercício de descoberta e reconhecimento. Não cair no óbvio, não confundir a minha felicidade com a felicidade dos que me são mais próximos, é o maior desafio de todos.
Aos poucos a lista vai tomando forma e com surpresa eu descubro que preciso de dar mais tempo ao que me faz feliz.

11.7.17

cronologia

Antes das miúdas começarem na escola o meu calendário fazia-se como todos os outros: o ano começava em Janeiro, acabava no meu querido mês de Dezembro e pelo meio tinha dias de férias espalhados arbitrariamente pelo ano, tinha o Outubro (que começava ainda em Setembro) que era especial, tinha os dias de sol e os de chuva e tudo se fundia de forma natural.

O que é que acontece quando, ao fim de meio ano, descobrimos que estamos a fazer tudo mal? Que a ordem das coisas está errada, que a realidade que conhecíamos mudou e que está na hora de mudar os turnos da vida e adaptá-los à atual realidade dos dias e dos meses.

Resolvi recapitular quando dei por mim a perder as energias, a deixar os dias a meio, a não querer fazer, não querer decidir e não querer andar para a frente. Concluí que o meu ano começa em Setembro e termina em Agosto, onde terei as minhas merecidas férias de relax e comunhão com os meus. Agosto marcará o fim de um ciclo, nele reestruturarei objetivos, planearei um novo ano, darei esperança a sonhos perdidos, desistirei do que pesa e levarei comigo apenas o que me torna leve.
Julho é o prólogo para um mês calmo de reflexão e preparação. Julho entenderá que há trabalho que precisa ser acabado, que há prioridades e necessidades que não podem esperar por um novo ano. Há fins que têm de ser encontrados.

Setembro vai começar com a participação da [im]perfect no London Sketchbook Festival em formato pop-up shop, muito trabalho terá de ser executado até lá. Se olhar hoje para a minha agenda descubro facilmente que não terei muito espaço para aproveitar o sol mas a vida é curta e se não o aproveitar nas raras vezes em que ele nos visita, quando o irei fazer? A luta mental é sempre entre o dever e o querer, se o foco for o que me faz mais feliz o querer ganha, obviamente. Para encontrar um meio-termo há que abdicar de algumas coisas e, no fundo, estes cerca de dois meses que se seguem, Julho e Agosto, vão ser isso mesmo. 

As publicações no blogue vão sofrer algumas alterações no que diz respeito à regularidade. Julho e Agosto vão passar a ter 3 publicações semanais e o mundo Cris Loureiro blogs (incluindo este blogue e a loja [im]perfect) estará de férias de 20 a 31 de Agosto.

Depois das pausas dão-se os melhores recomeços. Em Setembro iniciar-se-á um novo ciclo por aqui, não deixem de me acompanhar, isto sem vocês não é a mesma coisa. ♥

Para aqueles que entretanto vão de férias, aproveitem ao máximo porque elas passam a correr. Para os que têm de ficar a trabalhar fiquem com a certeza que a economia agradece o vosso esforço estóico de trabalhar quando só apetecia estar na praia.

[imagem]

10.7.17

monday mood

 umdoistrês

É tempo de sol, de férias, de respirar a vida, inspirar energia e preparar para mais um ano de corridas diárias entre escolas, trabalho, objectivos, deveres domésticos, actividades sem fim. O ano acaba em Agosto e recomeça em Setembro, assim devia ser o calendário, assim é o meu, entendo-o agora.

Descobrir a própria forma de organização é fundamental, entender que cada qual tem o seu ritmo e por isso o seu começo, meio e fim. Tudo o que tens de fazer é observar, ver onde o teu ciclo tende a começar e onde acaba, jogar com os meses como se nada quisessem dizer além de palavras, marcar o teu maior descanso no fim do teu ciclo para que te possas preparar para o que aí vem e recuperes as energias para começar de novo. Novos planos, novos ou os mesmos objectivos, reciclar o que ficou esquecido e incluir as aprendizagens adquiridas pelo caminho.

Há sempre um ponto de viragem no fim de cada ciclo da nossa vida, descobre o teu.

3.7.17

monday mood



umdoistrês

Nada começa pela ordem exata que acaba. Nada é consistente desde que nasce. Nada é ordem antes de ser caos e tudo varia do processo por que passa.

Entramos em nós e vimos caos, fugimos dele em vez de o ordenarmos, achamos que conseguimos viver assim, dia após dia, mês após mês, anos atrás de ano. Enganamo-nos a nós próprios. 
É hora de meter o caos cá para fora, é hora de lhe perder o medo, é hora de estabelecer a ordem e com ela entender tudo o que somos, queremos e nos faz feliz. Pega numa folha de papel e escreve, escreve o que ecoa na tua cabeça, o que não encontras solução, do que te queixas, o que queres repetir, o que queres apagar, o que preferias não ter de fazer, escreve tudo e organiza. Organiza em coisas boas e más, ou no que te faz feliz e infeliz, ou nas que ficam e as que deixarás ir, organiza na tua ordem, aquela que te parecer mais lógica mais fácil de entender.

No teu cérebro começas a entender que podes, com um simples gesto, criar conceitos, vontades e prioridades e daquele caos nasce então a ordem, a tua ordem, aquela que te serve, que te faz construir pontes e andar para a frente,  na direção das tuas vontades, dos teus sonhos, do que te faz verdadeiramente feliz.

Boa semana! ♥