PODES CONTINUAR A SEGUIR-ME AQUI!
Até já!
www.crisloureiroblogs.com
Mostrar mensagens com a etiqueta MYSELF. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MYSELF. Mostrar todas as mensagens

31.10.17

adeus outubro


...e adeus blogue.

A vida exige-nos decisões e a verdade é que a [im]perfect está a crescer mais e mais rapidamente que alguma vez eu poderia imaginar. O Natal está a chegar e as encomendas aumentaram bastante, os produtos são laboriosos, levam tempo e dedicação e é com alguma nostalgia que me vejo forçada a hibernar o meu blogue. Muita coisa irá mudar nos próximos meses, tenho muitos projectos que quero concretizar e que envolvem a [im]perfect. Às vezes temos de abrir mão de coisas que gostamos por outras que foram criadas como complemento e acabaram por se tornar as principais.
Isto tudo ainda é muito estranho para mim, um novo mundo se está a abrir e eu, sem pensar muito, arregaço as mangas e meto mãos à obra.

Outubro foi um mês de extremos, começou muito mal mas está a ter um final surpreendente. Se vou ter saudades disto? Vou, muitas. Tenho em mim a esperança de conseguir um dia retomar este espaço, mesmo que de uma forma menos constante mais liberal e talvez ainda mais pessoal. Não sei, neste momento tudo é muito incerto, talvez volte depois do Natal, para o ano, talvez não... não sei. Vou-me deixando levar pela corrente da vida esperando que ela me vá conduzindo pelos melhores caminhos, aqueles que vão unir a minha vontade e o meu coração à parte mais racional de mim.

Que Novembro seja cheio de sonhos e que vocês nunca deixem de lutar por eles ♥

Até breve!

NOTA: o desafio palavras [quase] perfeitas continua no blogue da Matilde: Cantinho da Tily com o lançamento da nova palavra já amanhã, não deixes de participar ;)

28.10.17

querida L.

Há seis anos "corria" com o coração apertado para o bloco operatório para te ver nascer. Não foi o parto que sonhei nem o melhor lugar para te fazer vir ao mundo mas mesmo assim tu encheste-nos de lágrimas ao primeiro gemido. Nunca viverei nada de mais maravilhoso do que aquele delicado e arrepiante momento em que saiste de mim. De repente tu ficaste ainda mais real e eras/foste o bebé mais lindo que até hoje vi. Tinhas uma enorme alegria dentro de ti que se reflectia numa imensa energia que nos esgotava. Foste osso duro de roer mas deste-nos as maiores lições de parentalidade que podiamos pedir. Contigo aprendi que não há livros que nos preparem para a maternidade, nem conselhos, nem exemplos que funcionem duas vezes da mesma maneira. Aprendi que cada bebé é um ser unico e não nos resta mais do que aprender a gerir essa unicidade com inteligencia e sensibilidade. Sobrevivemos e vamos dando o nosso melhor na tentativa de que o mundo não te estrague nem diminua.


És dos seres mais criativos que conheço e do nada fazes tudo, de uma letra fazes uma estória, de um risco fazes um desenho, de um pau fazes uma brincadeira. Vês o positivo no negativo, olhas os outros com benevolencia, ofereces ajuda, cuidas e mostras maturidade na forma como enfrentas cada desafio com toda a naturalidade e confiança do mundo.

Minimizas e esqueces as minhas brigas e exigências, os "nãos" e os pequenos castigos. És o meu braço direito, o meu ombro nos dias piores e a minha menina calma e corajosa quando percebes que algo não está bem. Nunca percas essa sensibilidade para os outros, essa empatia que o mundo precisa tanto. Tenho um orgulho imenso em ser tua mãe, obrigada por seres minha filha ♥

Parabéns meu amor, hoje (e sempre) é o teu dia.

24.10.17

hygge

Gosto destas palavras sem tradução, "hygge" está para a Dinamarca como a palavra "saudade" está para Portugal. Definir hygge é tão difícil quanto definir saudade... qualquer povo pode tentar vivê-lo da mesma maneira mas só os dinamarqueses o sabem realmente sentir e vivenciar plenamente. Contudo é sem dúvida o lado certo da vida e é um estilo de vida, se assim se pode chamar, muito mais fácil de adotar nesta época do ano.

Hygge é aproveitar os prazeres mais simples da vida na sua plenitude. É entregarmo-nos a eles, é respirar, é parar e usufruir inteiramente, é a busca da felicidade nas pequenas coisas. É sentir aconchego, paz, calma, leveza, é fazer com que o tempo passe mais devagar. Não existe uma formula para se viver um estilo hygge, tudo é demasiado pessoal, mas existem pequenas coisas que provocam as mesmas sensações na maioria das pessoas. Hoje deixo algumas dicas para o culto do hygge:

1 . palete de cores calmas - rodeia-te de tons calmos seja em casa, no trabalho ou até na roupa que vestes. Tonalidades de branco, cinzas claros, beijes, tons que te fazem desacelerar vão trazer tranquilidade e leveza aos teus dias.


2. velas - alguma vez paraste para olhar uma vela a arder e perdeste-te na sua chama? Existe momento mais relaxante? A luz ténue das velas dá uma sensação de aconchego própria deste estilo de vida. Enche a tua casa delas mas não descures a segurança nem te esqueças de nenhuma acesa durante a noite ou ao sair.

3 . cama confortável - o sono é fundamental e deve ser reparador. E aqui não conta apenas o ambiente do quarto mas também e especialmente a cama, desde o colchão à roupa de cama. Escolhe aquilo que se adapta melhor a ti, é importante que não sintas frio mas também não é preciso que passes a noite a transpirar.

4 . cria o teu canto hygge - seja um espaço para a leitura, contemplação ou para beberes o teu chá ou chocolate quente. Cada casa deve ter um recanto preferido e absolutamente acolhedor, de preferência um banco de janela com vista para a natureza. Adiciona-lhe almofadas e um cobertor e aproveita a companhia de um bom livro numa qualquer tarde de chuva. 

5 . mantém a lareira acesa - se há coisa que eu sinto falta cá em casa é de uma lareira com a madeira a crepitar. Se tiveres uma aproveita-a, estás na época do ano perfeita para isso. 

6 . texturas - os dinamarqueses usam uma mistura de materiais e padrões como uma forma de adicionar caráter e interesse ao que, de outra forma, seria um ambiente relativamente minimalista. A introdução de materiais quentes e naturais, como madeira, couro e lã, transformam qualquer ambiente "cru" num espaço aconchegante. 




7 . à mesa - um dos conceitos predominantes do hygge é o tempo entre amigos e familiares, reunir as pessoas que nos chegam ao coração em volta de uma mesa e entregarmo-nos ao prazer de uma boa refeição caseira regada com um bom vinho e brindada com amenas conversas e gargalhadas felizes tem tudo de hygge. Prepara tudo com o coração, cada detalhe, desde o menu à loiça que irá compor a mesa. Aproveita o momento e brinda à amizade. 

8 . lá fora - apesar do frio nada detém os dinamarqueses de se juntarem à natureza e respirarem o ar puro dos dias de Inverno. Enrola-te num edredom de penas falsas, cobertores, mantas, as camadas de aconchego necessárias para que te sintas confortável, junta os amigos em torno de um braseiro, rodeia-te com lanternas, aquece as mãos numa chávena de vinho quente e aproveita a natureza. 

9 . organização - nada nos tira mais o foco do essencial do que a desordem visual, esta é também muitas vezes um motivo de stress e confusão. Investe em soluções inteligentes para afastar a desarrumação e o excesso do teu dia-a-dia. 

10 . expõe as tuas memórias preferidas - hygge é o culto da felicidade e embora não se viva de memórias são elas que muitas vezes nos motivam e inspiram a criarmos mais e melhores memórias. Escolhe as fotografias que mais significado têm para ti, aquelas que te fazem recordar sorrisos, pessoas e momentos inesquecíveis, cria uma composição juntando-lhes pinturas, estampas, tudo o que te traga à lembrança as pequenas grandes coisas da vida, da tua vida.

11 . abraça o antigo e o imperfeito - nesta filosofia de vida nada tem que ser perfeito; o hygge é sentimentalismo e história. O cadeirão velho que costumava pertencer a um membro da família em vez do último grito da moda, a compor a montra de uma qualquer cadeia de lojas. Os dinamarqueses não gostam do desperdício, a cultura deles vai no sentido da reutilização e reciclagem de objetos onde poderão ser criativos comprando móveis antigos e restaurando-os ou mesmo encontrando novos propósitos para produtos antigo.

12 . cria o teu spa - um duche rápido é a opção mais rápida e ecológica para o dia -a-dia mas às vezes é importante parar e deixar que a água nos lave até à alma num ritual tranquilo. Para tal tudo conta, a começar pela casa de banho que deverá ser um espaço de descanso e rejuvenescimento. Simplicidade é sempre a melhor opção, no entanto, a acompanhar um banho quente e fumegante, algumas velas, roupões de banho macios e a possibilidade de ter música tornaram o banho num ritual prazeroso e relaxante porque nem todos os dias precisam ser iguais. 

Este sentimento hygge que hoje é tão popular torna-se cada vez mais inevitável de abraçar mas, por outro lado, cada dia mais difícil de o conseguir, dado a velocidade dos dias, as prioridades impostas pela sociedade e a escravidão do homem ao poder e ao dinheiro. Porém, quem consegue fugir à escravatura das horas, está mais perto de encontrar a felicidade.

Esta filosofia está na minha vida sempre que me vejo a ser engolida pelos dias e pela rotina. É com urgencia que faço uma pausa e recapitulo o que é importante. E, nesses momentos, vivo sem dúvida mais devagar embora o tempo passe igualmente depressa ♥

[imagem de fundo da capa]

18.10.17

querida C.

No meio desta azafama que é a vida, vais-te impondo, ganhando confiança, criando raízes, conquistando sorrisos... muito longe deixas as memórias dos teus primeiros dias de vida frágil... tão longe que mal os consigo associar a ti, a nós. A vida é uma luta e tu, minha reguila, aprendeste-o desde o primeiro suspiro. É tão difícil não gostar de ti, desse teu jeito doce e maroto. É impossível fugir ao teu abraço e não derreter com o teu beijo repenicado. 


Hoje completas 4 anos de uma vida cheia de aprendizagens, alegrias, saúde, com alguns dramas e birras à mistura, mas sempre disposta a seguir em frente levando-nos a reboque num reboliço enérgico de emoções. Todos os dias agradeço não termos desistido de ti, não há um só em que me arrependa.

Não te deixes moldar, sê tu o molde. Não caminhes na sombra dos outros porque o teu caminho, aquele que fazes consciente e tantas vezes solitária, esse, te garanto, será sempre o teu melhor caminho. Não és igual a ninguém e não o tens de ser, é a diferença que nos torna únicos e a unicidade é a garantia maior de um futuro plural, limpo e verdadeiro.
Mora em mim a esperança de que esse teu jeito independente te faça conquistar o teu mundo, sem medo do desconhecido, com coragem para te levantares sempre, mais uma e outra vez, com o mesmo coração generoso que possuis mas com a frieza necessária para te afastares do que/quem te faz/fez mal.


És o nosso ser de luz, uma luz que nos banha de fé e nos enche de esperança... desde o primeiro dia em que te conheci, ainda dentro da minha barriga.

Hoje é o teu dia, hoje e todos os restantes 364... Parabéns meu amor gigante, és e serás sempre a nossa budinha linda ♥

10.10.17

de ♥ [quase] perfeita ♥ diy halloween



Podia meter uma foto minha com os cabelos em pé que é, e será, o meu estado natural deste mês de Outubro que mais parece um Halloween privado com o mês a fugir-me e eu feita louca a correr atrás dele. Mas vamos antes para uma versão mais soft do dia das bruxas.

Cá em casa, desde que vivo em Inglaterra e tenho as miúdas, que nos dedicamos a esculpir caras defeituosas em abóboras que colocamos à porta e iluminamos com velas. A casa enche-se de teias de aranha, morcegos fluorescentes pendem das janelas e velas dão mistério a todo o ambiente. Uma taça de doces é estendida a monstros e monstrinhos que nos vão batendo à porta e nós, vestidos a rigor, fazemos as honras da casa de um Drácula e uma bruxa que se casaram e tiveram uma morceguinha e uma bruxinha gata.
Este ano esqueçam lá isso tudo... pelo menos esqueçam as teias de aranha e os morcegos. As abóboras são um desperdício mas na verdade são minutos de enorme convívio e cumplicidade entre pai e filhas que já viraram tradição por aqui, o resto faz-se o que se pode. Mas não será por eu não decorar a casa com o mesmo esmero e dedicação que nos anos anteriores que vocês não o podem e devem fazer. Deixo três ideias giras e fáceis para este Halloween, mãos à obra!
 



7.10.17

+ eu ♥ aniversário

Há semanas que ficam marcadas por acontecimentos tristes que nos levam a repensar o caminho que achamos certo em algum ponto da vida. Destes infortúnios aprendemos que tudo acaba por ser relativamente subjetivo logo que estejamos juntos e bem. Como diz a minha mãe, "a vida continua" e, na verdade, continua mesmo, com duas crianças pequenas não há como parar, não há tempo para chorar, para deprimir, para nos enfiarmos na cama sem querer enfrentar o mundo, para desesperar ou ter pena de nós. Continuamos a levantar-nos com a mesma firmeza e determinação porque a única coisa que não pode acontecer é a vida delas parar, a saúde declinar ou o amor acabar.

Amanhã faço anos, naquele que vai ser o último dia de uma semana marcada por uma preocupação e descrença que nunca mais se apagará da memória. Mantenho a certeza que, mesmo depois de tanto desgaste, vai haver energia para soprar as velas, vai haver amor suficiente para os maiores abraços e surpresas daqueles que não nos largam por nada deste mundo. Vai haver empenho para que este dia especial atenue a sombra de uma semana menos boa.

Mudaram os planos, as prioridades trocaram de lugar, os sonhos foram esfaqueados mas sobreviveram, a vida continua...

[imagem]



2.10.17

adeus setembro

Mal acredito que já passou, já terminou o mês de Setembro, assim como o London Sketchbook Festival, o desconto de 30% na minha nova loja online, o aniversário do D. ou o lançamento da antologia com o meu primeiro poema publicado. Um mês que viu o regresso às aulas, o reatar de amizades, as rotinas do ballet e da natação, o retomar de tudo o que ficou interrompido como um despertar de luz e normalidade. Um Setembro cheio que fugiu...

Outubro chegou com o cair das folhas com os mantos cobrindo o chão em tons quentes. Já se sente por aqui o arrefecer dos dias e o antecipar das noites. Sou feliz neste mês que me viu nascer, o mesmo mês que acolheu nos braços o primeiro choro das minhas filhas.
Neste querido mês, além de festas e aventuras, esconde-se muito trabalho, dedicação e uma mão cheia de sonhos. Que Outubro dure o tempo necessário para realizar as maravilhas desta vida ♥

Feliz Outubro!

30.9.17

momento [quase] perfeito

Não tem fotografias da família nem mesmo a minha presença física mas este é, sem dúvida, um momento [quase] perfeito: a realização de mais um sonho, ver publicado um texto meu. ♥

Hoje é lançada a VIII Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, pela mão da Chiado Editora. Nela encontrarás inumeros momentos poéticos de autores mais e menos conhecidos. Nela encontrarás "inconformismo", um poema que marca o meu pensar, a minha vida e a minha força, porque parar é morrer e deixar de lutar é desistir.

O lançamento decorre hoje no Teatro Tivoli em Lisboa, pelas 14:30.

29.9.17

este "post" fala de amor

Hoje é o dia D., o teu dia.

Como é que eu hei-de falar de ti sem falar de nós? Como posso desvincular o meu amor e ser isenta? Como é que se encontra o que dizer quando se ama? Como é que se constrói um presente sempre com a certeza do que se quer no futuro? Como é que se levanta de madrugada faça frio, sol ou chuva para ir trabalhar, sem dúvidas no levantar, sem preguiça no arregaçar das mangas, sem falhar, sem nos falhares? Conquistaste-me com isto... com esta determinação em amar, em fazer feliz, em querer estar, querer ouvir, querer falar, querer... sem hesitar.

Porque na verdade, meu amor, tudo é realmente simples assim... nessa tudo perspetiva nua de entenderes, de te entenderes. Vais perdendo a força, os cabelos, a cor dos pelos, a resistência às noites mal dormidas, a firmeza dos músculos, a elasticidade da pele, mas essa meninice que trazes nos olhos e que esboças no teu sorriso maroto de menino matreiro, essa fica... fica nas brincadeiras com elas, nas nossas "private jokes", na cumplicidade familiar do nosso abraço a oito braços.

És o telhado desta casa da qual eu sou as fundações, nele nos abrigas e proteges. Mesmo que se quebrem algumas telhas e caiam pequenas gotas, estás aqui, nós sabemos, estás aqui para nós, para o que der e vier... sem hesitar.

Sinto-me uma mulher de sorte, em todos os teus defeitos que perdoo, acolho e vou carregando, encontrei o homem que traz nele as virtudes que faltam em mim, aquelas que me completam, que nos completam e nos tornam num só.

Muitos parabéns, meu amor! Que tenhas um dia feliz... sem hesitar ♥

23.9.17

+ eu ♥ arrábia

A serra da Arrábida foi a minha terceira casa durante muitos anos. Nela vivi as minhas primeiras grandes paixões, nela conheci rapazes ainda mais tímidos do que eu, dela guardo as minhas melhores recordações. 

O Verão não era Agosto, o campismo não era só no Verão e as pessoas não eram aquelas com as quais cruzamos na rua, sem luz nem humor. A vida passava simples e desprovida de coisas mas provida de experiências. Um dia embrenhava-me pelo pinhal em busca de pinhões, no outro subia montes à cata de amoras, nos intervalos voava nos baloiços, com sol descíamos até à praia, com gula íamos às tortas (de Azeitão), os dias nunca eram iguais e as noites eram quase sempre longas, a cantar, a contar anedotas, a jogar ou simplesmente a contar as estrelas que iluminavam o céu. Nesta serra plantei pinheiros, tive medos de miúda e venci corajosa os monstros míticos da floresta. Nesta serra cresci de criança a adolescente, de adolescente a mulher. Nela fiz-me campista, aprendi a deixar igual ou melhor do que encontrei, descobri a natureza e o quanto é simples respeitá-la e, "de saco às costas", "sempre optimista" e "tendo o sol por companheiro", fiz amigos, fiz companheiros, fiz-me a mim pelos caminhos da, ainda (muito) pouco conhecida, Serra da Arrábida ♥








Hino do Clube de Campismo do Barreiro

I
De saco às costas
Rumo a novos horizontes
Pelas enconstas
E … pelas vertentes … dos montes
II
Sempre optimistas
Tendo o sol por companheiro
Marcham campistas
São campistas do Barreiro
III
Vem amigo … vem marchar
Connosco … por esses campos
Vem amigo aproveitar
O que a vida tem de encantos
Terás Sol … terás estrelas
Terás até o luar
Terás as coisas mais belas
Experimenta vem acampar
IV
A natureza
Quer ver-te no seu seio
Vem com destreza
Pois não há que ter receio
V
Somos amigos
E amigos dos leais
Vem à vontade
Porque todos somos iguais
Letra e música de João Lino

[imagens do arquivo (pre)histórico dos meus pais]

22.9.17

[o meu] bullet journal

Já faz mais de um ano que optei por criar um bullet journal em vez de usar as agendas pré-formatadas disponíveis no mercado. Também já vai há algum tempo que ando para escrever este post até porque tem havido cada vez mais gente interessada no assunto, meninas do grupo vidas [quase] perfeitas, hoje é o dia.

Costumo dizer, a quem me diz que anda para fazer um bullet journal, que basta comprar um caderno ou juntar um conjunto de folhas numa pasta e a verdade é mesmo essa. A versatilidade deste tipo de diário é total, a liberdade é absoluta e todas, mas todas mesmo, as opções são válidas. A ideia de um bullet journal é servir os teus interesses, se é mais ou menos florido é uma opção tua, se tem cores ou é a preto e branco é um gosto teu, se as folhas são lisas, aos quadrados, aos pontinhos ou às riscas é conforme te der mais jeito. O que faz deste um elemento organizacional cada vez mais popular é mesmo as infinitas opções que ele pode ter e que se adaptam mais e melhor às necessidades de cada um e de acordo com cada personalidade.

Podemos tirar inspiração de muitos lados mas o sucesso de cada bullet journal depende unicamente de uma análise pessoal. O que te deves questionar primeiro é o que queres organizar no teu journal. O teu trabalho? A gestão da casa? Tudo? Numa perspetiva minimalista eu optei por juntar tudo no meu e a minha primeira tentativa não foi 100% eficaz porque escolhi um caderno quadriculado porém quando queria desenhar as minha peças [im]perfect os quadradinhos atrapalhavam um pouco pelo que juntei ao meu journal um pequeno caderno liso para dar largas à imaginação. Este Setembro resolvi iniciar um novo bullet journal e desta vez escolhi um caderno um pouco maior e com folhas lisas.
Existem alguns símbolos criados por quem idealizou o bullet journal, esses símbolos constam de um vídeo que eu já divulguei num projeto que tive há alguns anos e que podem ver aqui, eu adoptei parte desses símbolos. Depois recorri ao uso de cores para definir tarefas que correspondem às várias áreas da minha vida, por exemplo: amarelo para o blog, laranja para a [im]perfect, vermelho para os assuntos domésticos, etc. Optei por fazer planeamentos semanais sem estipular dias para isto ou para aquilo, não gosto de me impor escrever em dias que estou mais cansada por exemplo, por isso tenho uma lista de tarefas semanais e diariamente vou decidindo o que vou fazendo, o objetivo é chegar ao final da semana com tudo tratado.


Desta vez tive tempo e fiz também um calendário do ano para colocar datas importantes e eventos que me ajudam a melhorar o marketing da loja e blog ao lado do calendário tenho a minha lista de objetivos para o ano. Cada mês abro também com o calendário mensal onde assiná-lo dias em que tenho compromissos e separo uma página para os objectivos mensais. Depois coloco uma página para as tarefas semanais + uma página em branco para todo o tipo de notas que precise tirar essa semana. No final do caderno acrescentei uma rubrica chamada "ideias" onde coloco ideias que vou tendo sobre tudo e mais alguma coisa, desde ideias para posts, desenho de novo produtos, frases que me vêm à cabeça, etc.


Este é o meu método que funciona na perfeição sem me criar qualquer stress pois consigo controlar melhor os meus objetivos em todas as áreas da minha vida sem exagerar nas tarefas e sujeitar-me a ansiedades desnecessárias.
Qual o teu método? Tens um bullet journal ou manténs preferência pelas agendas pré-formatadas?

16.9.17

momentos [quase] perfeitos


Os lugares que mais deixam saudade são aqueles nos quais depositamos à partida menos expectativas. Foi assim com o parque de campismo Three Cliffs Bay, onde passámos os nossos cinco dias em Gales. Vistas deslumbrantes, casas-de-banho impecáveis e pessoal sempre pronto a ajudar e a brindar-nos com um sorriso. Há lugares dos quais não saímos sem prometer voltar. 





9.9.17

+eu ♥ a casa em Sintra


Não faço parte de uma família grande. Em casa eramos quatro a nós juntavam-se os meus avós maternos e durante os meus primeiros anos de vida também a minha avó paterna e bisavó materna. Éramos poucos mas, para mim, os suficientes. Havia raros momentos onde o convívio se alargava à irmã da minha avó, minha tia em segundo grau e ao seu marido, meu tio. Mais raros ainda eram os dias onde, na mesma casa, se juntavam a filha da minha tia, minha prima, com a sua família de quatro filhos, meus primos. Mas no meio dessas datas importantes que normalmente diziam respeito à minha bisavó, mãe da minha avó materna e da minha tia em segundo grau, havia um dia em 365 dias que era diferente, era o dia de ir aquela casinha em Sintra.
No verão os meus tios "mudavam-se" da agitada Lisboa para uma vilinha no concelho de Sintra, nela, uma pequena e modesta casa tomava lugar de destaque na minha vida. Era um dia por ano mas era um dos melhores dias do meu verão quente, em que os meus pais, eu e o meu irmão viajávamos até uma vilinha em Sintra para visitar os meus avós todos os ano lá passavam umas semanas a convite dos meus tios. Nesse dia petiscava-se, bebia-se, ria-se das piadas do meu tio, corria-se à volta da casa, e era-se feliz numa pequena casa com alma dentro.


Eu queria aquela casa para mim, não queria mais nenhuma, não era a maior nem a mais moderna, era aquela, aquela com alma dentro. E dela nasceu o sonho:

Um dia vou comprar uma casa em Sintra, quase a cair de podre. Nela vou criar dois quartos, uma sala comum ligada à cozinha e uma casa de banho completa. Vou pintá-la de branco. Plantar lindas flores no pequeno jardim situado nas traseiras, comprar uma mesa e algumas cadeiras. Vou colocar portadas em madeira ripada pintada de branco. A porta será em madeira pintada de amarelo, com uma linda buganvília cor-de-rosa forte do seu lado esquerdo. No pátio da entrada plantarei uma Oliveira e no jardim das traseiras dois Limoeiros. Um caminho de pedra levar-me-á das portas envidraçadas da sala a um pequeno anexo em madeira onde ficará o meu espaço de trabalho. Um dia... quem sabe...

[imagens do arquivo (pre)histórico dos meus pais]

8.9.17

[quase] verde ♥ sabonete líquido para mãos

As notícias não têm sido animadoras, a Terra geme, grita e retalia todas as maldades que lhe, que nos, vamos fazendo. Tornados, sismos, tsunamis, sempre houveram, é bem verdade, mas também é verdade que as proporções e a constância tem-se agravado. Os glaciares vão derretendo e a nós preocupa-nos onde iremos viver quando a actual costa for substituída por mar. Somos de uma ingenuidade, de um egoísmo e de uma soberba atroz e vamos continuando a preocupar-nos essencialmente com o próprio umbigo. Em várias torneiras já se bebe (micro) plástico, na minha não creio porque ainda há alguns meses vieram testar a água e não me admirava nada que fosse esse o objetivo da pesquisa. Não me sinto privilegiada por isto até porque provavelmente não bebo plástico mas como-o nas alfaces regadas por ele ou nos peixes apanhados no mar. O plástico já faz hoje parte da cadeia alimentar, mesmo ao lado do sol.

Cá em casa, neste país Inglaterra, é uma tarefa estoica conseguir fugir ao plástico, é quase ter de criar todo um novo conceito de vida existencial. É um consumo de tempo, recursos e desgaste emocional. É frustrante e pouco motivador. Eu optei pela minha sanidade mental, não sou heroína e nem tenho qualquer pretensão de o ser. Porém sou consciente e quero que isto dure, pelo menos até as minhas filhas ficarem bem velhinhas, sim também tenho umbigo. 
Para levar a cabo uma transformação de qualquer natureza tem de haver uma motivação. Eu tenho três, elas e o mar, porque não adiante andar para aí a dizer o quanto o mar é importante para mim e puxar o autoclismo de detergentes logo a seguir.

Esta foi a minha primeira mudança. Alterar a espuma que vai na água cá de casa. Ainda não o consegui a 100% mas falta muito pouco tendo em conta que há sempre avanços e recuos, nem sempre as coisas que resultam para os outros resultam também para mim. Nesta pequena/grande luta temos de nos recriar e de voltar um bocadinho atrás na história.

Aqui falei de como deixei de comprar detergente da roupa, já devo ter poupado umas 40 libras nestes últimos 3 a 4 meses. Mais ou menos na mesma altura passámos a usar apenas sabonetes amigos do o ambiente nos banhos cá de casa, amigos do ambiente e das filhas que não se queixaram mais de ardores. Como para elas é mais fácil e motivador lavar as mãos com sabonete líquido, não passou muito tempo até fazer um sabonete líquido cá para casa. Muito simples, peguei no processo usado na receita do detergente da roupa e, do sabonete sólido fiz líquido.


Receita sabonete líquido para as mãos:

♥ 30gr sabonete natural à escolha (usei sabonete de azeite)
♥ água destilada ou previamente fervida
♥ óleos essenciais à escolha (opcional)
Ralar o sabonete e colocá-lo numa panela  com 1/4 litro de água. Ligar o lume e mexer constantemente até dissolver o sabonete na água. Deixar arrefecer e colocar no recipiente a usar como doseador. Juntar os óleos se pretender (eu usei 6 gotas de menta, 4 de limão e 4 de alfazema). Agitar lentamente para misturar. Deixar repousar por 24 horas para engrossar.
Passadas as 24 horas abanar bem e usar normalmente.

5.9.17

da maçã à árvore

Não me lembro se sempre fui uma pessoa positiva ou não. Quando retorno ao passado lembro-me vagamente de uma pessoa insegura e, embora positiva, com muito pouca fé em si própria. Mas não fui sempre assim, quando tinha a idade das minhas filhas era talvez muito mais do que sou hoje, não sei em que altura me perdi de mim mas as circunstâncias da vida fizeram-me ser ou achar que devia ser uma outra pessoa qualquer. 
Hoje olho para as minhas filhas, confiantes, cheias de positividade e fé nelas, e dou por mim a querer protege-las das pessoas infelizes, daquelas que no mais negro da sua alma matam-nos os sonhos com palavras cruéis de escárnio e veneno. 
Não quero que estes meus seres cheios de vida e autoconfiança se percam nos caminhos tortuosos da adolescência, não quero que sucumbam aos podres de espírito e sim que lhes mostrem que toda a escuridão tem uma luz.

Eu sou uma pessoa positiva mas eu não acreditei que daquelas pequenas sementes que ambas encontraram nos caroços das respetivas maçãs fosse nascer qualquer tipo de vida. Fiz-lhes a vontade porque não devemos matar os sonhos daqueles que se atrevem a sonhar. Dei um pequeno vaso a cada uma, alguma terra e esperei que elas cuidadosamente plantassem as suas sementes. A vida tem força, a fé tem poder. Elas acreditaram na vida e tiveram fé no seu pequeno sonho. Duas macieiras brotaram e irão crescer com as minhas filhas lembrando-lhes que na vida basta acreditar.

2.9.17

momentos [quase] perfeitos




Em agosto as baterias recarregaram-se assim...
Por entre semanas difíceis de desespero e muita frustração apareciam os raios de luz dos fins-de-semana que me recordavam o quanto a vida é perfeita na sua teia cheia de imperfeições.

Por entre brincadeiras, gargalhadas, poses para a fotografia, cheiro a mar, paisagens restauradoras de alma, fui recriando a fé em mim, na minha força e persistência... Nesta teimosia que tenho dentro e que me faz continuar, quando a minha fonte de inspiração e motivação estão, afinal, no pulsar dos corações que em todos os finais de dia me abraçam e me segredam [no matter what] - I love you mommy
 




1.9.17

adeus agosto


Chego a Setembro com o trabalho atrasado mas com o coração cheio de memórias boas, sentimentos plenos e certezas, muitas certezas, a maior de todas é que [um dia] vou sair daqui, a outra é que este caminho é dos mais difíceis de percorrer, dos mais penosos e dos que mais requerem sacrifícios mas a vida encarregar-se à de me apresentar as portas que eu, determinada, irei abrir; porque esta liberdade é a minha felicidade, não importa quão difícil possa ser.

Agosto é sempre um mês de extremos. Por um lado é tempo de férias escolares e, por isso, o stress de tentar orientar casa, filhas e trabalho desgasta e atropela todos os sonhos que possa ter. Por outro lado é o fim do meu ciclo, e este terminou em modo férias. Lentamente vou regressando aos meus postos de trabalho, primeiro ao blogue, depois à loja e por fim aos projetos paralelos que estou a tentar levar a bom porto ainda este ano.
Não posso dizer que me sinto revigorada, mas tudo o que vi, senti e apreciei no final deste mês inspirou-me, motivou-me e fez-me definir prioridades. O verão está a chegar ao fim, num salto estaremos no Natal. Muito trabalho me espera, muitos objetivos a cumprir e um número infindável de tarefas me aguardam neste novo mês que hoje começa.
 
Dou início a Setembro de bullet journal novo, organizo-o com cuidado para cumprir as minhas necessidades, encho-o de prazos e ideias que espero planear e, na primeira folha, escrevo: "os sonhos são para ser vividos", como quem cria um mantra de vida para toda a vida.

Feliz Setembro! ♥

30.8.17

saudade ♥ palavras [quase] perfeitas


Abrir o blogue depois de dias inteiros a ouvir o murmúrio do mar, encher o olhar de paisagens verdejantes, sentir o aperto dos abraços mais desejados, viver no silêncio das horas onde apenas o sol marca a passagem do tempo,... Vir falar de saudade na saudade que já sinto desta tranquilidade vivida a quatro é sentir cada palavra com nostalgia, cada memória com saudade.

Na minha saudade dos tempos que já não voltam, das oportunidades perdidas, das pessoas que já partiram, dos lugares aos quais não voltarei, encontro a força para um presente de histórias, um futuro de desafios e um passado de memórias. Nesta minha doce saudade de um Agosto cheio de tudo, despeço-me de mais um ciclo com a saudade de um ano cheio de coisas boas, de sucessos e conquistas e de dificuldades ultrapassadas com a mesma resiliência que me caracteriza, a mesma força que me levanta sempre.

Somos resultado desta saudade portuguesa de deixarmos sempre um pedaço de nós nos lugares por onde passamos. Esta saudade que nos enraíza e nos faz pertencer, a lugares, a pessoas, a memórias...

11.8.17

em modo férias ♥

O blogue entra hoje em férias por duas semanas e meia. Dia 30 deste mês estarei de volta com o post da saudade para o desafio palavras [quase] perfeitas. Não podia fechar as férias com um post mais adequado do que este.

Não será totalmente verdade que estarei realmente de férias este tempo todo, na verdade, férias mesmo será só uma semana e daqui a uma semana. Porém quero acalmar e dedicar-me essencialmente às minhas filhotas e ao trabalho da [im]perfect que preciso deixar pronto antes de ir de férias. Vou ter saudades deste meu ninho de coisas boas onde pouso as minhas memórias e vos conto as minhas aventuras mas é importante parar, distanciar-me para voltar mais revigorada e com a clareza necessária para continuar mais empenhada que nunca.

Mas não se livram totalmente de mim, o instagram não entra de férias. Lá vou deixando pequenos recortes dos momentos mais [im]perfeitos da minha vida, vão me acompanhando por lá com o mesmo carinho que me têm dedicado aqui. Obrigada e até breve! ♥

9.8.17

Querida L.

Há dias que questiono tudo na tentativa vã de prever o teu futuro. Pergunto-me se o ensino inglês é o adequado para ti? Se este tipo de ensino de competição te ajudará a ser criança.
A sensação que tenho é que te dedicas apenas ao que queres com o intuito de ganhar e não com o objetivo no prazer que isso te possa trazer. Estudar deve ser algo intuitivo, prazeroso e desafiante mas não um jogo de vencedores e vencidos, como esta selva em que vivemos. Talvez te estejam a preparar para a realidade do mundo mas se por um lado te querem uma vencedora, uma competidora, por outro lado querem igualmente fomentar a tua imaginação e opinião crítiva. Se virmos isto numa perspetiva adulta encontro todas as vantagens do mundo em seres uma líder cheia de imaginação e sentido critico mas se me coloco no teu lugar percebo no quanto confusa pode estar a tua cabeça, a tua identidade, e o quanto frustrante se pode tornar tanta exigência e necessidade de ser a melhor em todas as áreas da vida.

Na semana passada inscrevi-te no desafio de leitura a decorrer entre bibliotecas e escolas. Enchem-vos de tarefas para fazerem nas férias quando as férias já têm a sua própria forma de passar o tempo: aliviar o stress, fugir à rotina, brincar de manhã à noite, passar tempo com a família, ser apenas criança. Porquê esta necessidade de "obrigar" a ler, a construir frases, a somar, a desempenhar tarefas e a robotizar as crianças numa direção castradora, quando em cada brincadeira criada com somas e multiplicações intuitivas, com estórias imaginadas, letras soletradas e palavras inventadas se aprende tão mais?

Queres ganhar a medalha da leitura sem teres o chato trabalho de juntar letras na lenta leitura que te desespera. Nada se consegue sem trabalho, sem esforço e sem dedicação e é para mim, minha querida filha, o fundamento deste desafio. Não irei entregar livros que fingiste ler até perfazeres a quota de livros que te oferecerá prémios e medalhas, não te ensinarei que a mentir e a aldrabar se consegue chegar onde se quer, não contribuirei para uma falsa educação porque acima de qualquer desafio, leitura ou tabuada, existe a educação dos valores essenciais que nos distingue como pessoas, e desses não abro mão.

Se eu te conseguisse fazer entender a essência de um livro, o quanto se pode viajar entre palavras e a quantidade de prémios que podemos colecionar ao fomentarmos a curiosidade através da leitura. Se tu entendesses que esta é a pior fase mas que quanto mais praticares mais depressa descobrirás os sons por trás das letras...
Minha querida L. como gostaria que não te perdesses pelos caminhos tortuosos da vida. A inteligência não está no comprimento do cabelo cortado à Rapunzel e que não a impediu de continuar a ser curiosa e intuitiva. Nem no sapato de cristal que depois de quebrado não azedou a doçura da Cinderela. Não importa o castelo onde se viva pois a Bela apaixonou-se pela biblioteca de um Monstro de qualquer maneira. Não é uma medalha que te dá virtude e sim a tua atitude. Não deixes de ser tu para ser ninguém pois ninguém é melhor que tu na tua essência. Usa a curiosidade que te caracteriza para ganhar as medalhas e não te deixes julgar pelas que brilham sem mérito e esforço.

Não é por não te fazer a vida fácil que te amo menos e sei que um dia me entenderás e concordarás comigo.

A tua mãe ♥